SE ALGUMA EXPLANAÇÃO SE LHE RECORDA “AS BANDAS DE CÁ”, À VONTADE COM A SUA IMAGINAÇÃO; AFINAL, NEM TUDO É MERA COINCIDÊNCIA...
DESABAFO
Muitas pessoas se preocupam sobremaneira, se os que lhes são caros, estão de fato bem empregados, ao passo em que ignoram quando seus semelhantes, com seus respectivos parentes, vivem situações adversas... Não enxergam quaisquer laços de aproximação, com quem à bem da verdade foi bastante útil para que chegassem onde agora se postam arrogantes, e “encouraçados” a rigor da posição cômoda. Mas, na dobra do “politicamente correto”, na engomadinha do “lero-lero”, assim como barriga de neném dói muitas vezes, e tantas vezes mais, barriga de marmanjo, também tem lá suas recaídas... Afinal, feito o papel de bisel, o outro acolá que se conforme com a canga (?).
PELA ESCOLA DA VIDA
Certa vez, num lugar qualquer e num tempo qualquer... Uma ciumeira danada recaiu sobre os políticos poderosos de uma grande Cidade. Quando tudo parecia irremediavelmente perdido, chamaram um Sábio muito respeitado, para que tentasse encontrar solução para os graves conflitos. Em meio aos detentores do poder, o Sábio lançou mão de um galho seco e fez alguns rabiscos no chão e disse: “Nós somos um poderoso exercito, isto aqui é uma grande cidade, que está no nosso caminho. O que fazemos”? Logo um indivíduo mais afoito passou o pé naqueles riscos e disse, cheio de si: “Nós a destruímos, assim”! E caiu numa espalhafatosa gargalhada. O Sábio manteve-se sereno, e disse: “Que coragem você demonstra, lutando contra uma poeira”. De moral baixo, o arrogante se afastou em silêncio. E o Sábio prosseguiu: “Isto aqui era tão cidade como será a vossa cidade, se não conscientizar-vos da importância de permanecer-vos unidos para conservá-la”. E concluiu: “Uma cidade destruída pelo inimigo, sempre poderá ser reerguida, mas se destruída pelo seu próprio Povo, permanecerá nas cinzas; Porque o espírito da cidade não é a vaidade de estar no poder, e nem a eloqüência pela qual se chega a ele, mas sim a essência com que se caracteriza nele”!
MAMÃE, “PARECE QUE FOI ONTEM”...
Havia tudo de belo no jardim daquela casa simples, porém tão aconchegante, na Rua Arthur Botelho, nº. 239, pertinho da Igreja Matriz, no Bairro São Vicente... Ali, as borboletas faziam pousadas, pareciam conversar intimamente com cada flor. As abelhas iam e vinham, disputando espaço com os beija-flores, que se divertiam nas peripécias dos vôos rasantes. “E beijos para que te quero, de rosa em rosa!” Então eu, ainda garoto, via com orgulho imenso, minha flor mais linda se aproximar! Lá vinha ela, de cabelos grisalhos, olhos meigos, em parceria com o mais meigo e doce olhar... E não é que dizia: “Parece que foi ontem, demolimos a velha casa e iniciamos a construção desta”. Como o tempo passa. Daquele exuberante jardim, nem mudas de quaisquer plantas, existem mais. Nem a casa existe mais. Eu ficarei na lembrança, todos ficamos na lembrança, e é isso que nos acalenta. Mas que parece que foi ontem, parece! “Chegava de mansinho, e curtia aquele cafuné como uma mágica e eterna dádiva Divina”... Hoje, sou eu que digo: “Parece que foi ontem”! Saudades, muitas saudades de mamãe, Maria Cândida de Jesus. Manhê, como eu gosto de você!
REFLEXÃO FINAL:
“Ensina o caminho das pedras aos que vivem na tua vizinhança, e tenhas zelo com aquele caminheiro que vem de longe, alertando-o dos perigos que existem pelas paragens que tão bem conheces”. E um dia, quando também partires para uma longa jornada, alguém estará a postos para guiá-lo com segurança! Perigos existem aqui e acolá. Mas em cada lugar, como um contrapeso, sempre haverá pessoas boas, dispostas a apontar o dedo para o rumo certo. E que as épocas das épocas, que são partículas do tempo, testemunhem a seu favor!
Até e fiquem com JESUS.