“Se o mundo fosse administrado por crianças, as coisas seriam bem melhores, e certamente os poucos conhecimentos seriam compensados com sobra"...
PELA ESCOLA DA VIDA
Olho a minha volta, vejo algumas crianças se divertindo com brinquedos caros, e ao mesmo tempo, vejo também que os “pequetitos”, menos privilegiados, brincam, se divertem com o mesmo entusiasmo. Toda criança detém uma magia que a faz sorrir diante das situações mais simples que se possa imaginar. Gosta de variações, é capaz de trocar um brinquedo novo e sofisticado, por outro velho e quebrado. O que realmente lhe importa é aquela alegria espontânea, que vem do fundo da alma, e do aconchego de seu coraçãozinho inocente! Se as crianças ditassem as regras, as coisas seriam um tanto quanto confusas, mas em compensação, o mal não teria “pique”, a ganância não passaria daquela altivez do dono da bola, se impondo na escolha do seu time, dispensando as regras do “par ou ímpar". A praga da corrupção não teria vez, porque criança não liga para conta bancária. No seu carrossel da felicidade, fecham-se as cortinas aos pregões das bolsas de valores. Cabula a aula da ética para fazer caretas, quando queira e para quem quer que seja. Convoca seus companheirinhos com “moleca formalidade,” nem que seja só para atirar água fria no gato da vizinha... Criança não usa de estratégias maquiavélicas para conseguir o que deseja. Ao se interessar por alguma coisa, simplesmente se lasca a uma sonora “birra”! É, sou muito mais um mundo “lambuzado” de sorvetes, doces, engarrafado por tantos brinquedos, a este “entulho” de drogas, corrupções e diversificadas "torturas sociais", que cresce fácil como "ervas daninhas"... Contudo: Como não podemos ter Crianças no Poder, pelo menos devemos zelar pelo futuro da Terra delas, escolhendo bem os “marmanjos” que irão governar Patrocínio de 2013 a 2016. E ponto. DESABAFO
Passei a infância, adolescência e juventude, residindo na Rua Artur Botelho, num trecho que fazia parte do chamado “Fundão”, (hoje Bairro São Vicente). A partir da primeira rua acima já dava para perceber as diferenças sociais, que se distinguiam na chamada “turma da rua de cima”. Contudo, nada se comparava à alegria proporcionada pela bola de meia, carrinhos de lobeira, papagaios (ou pipas) e tudo o mais que se nos permitia construir, usando a imaginação e os “materiais” que tínhamos à mão. Começamos a trabalhar muito cedo, levado pela contingência da origem humilde, o que nos tirou um bom pedaço do período mágico da nossa infância. (para mim, órfão de Pai desde os dois anos e meio de idade, foi ainda pior). Ainda bem que nada conseguiu mudar os nossos princípios/cidadãos, pois moldados pela simplicidade, e lapidados pela Escola da Vida, aprendemos amar ao próximo, respeitar o alheio, cumprir rigorosamente os nossos compromissos, “em quaisquer circunstâncias que fossem”.
REFLEXÃO FINAL
Cerca de um mês das Eleições Municipais/2008, estive com o Dr. Lucas Campos de Siqueira, então “candidato” a Prefeito. Mesmo tendo com ele uma conversa agradável, de bons presságios, intuitivamente lembrei-me de uma famosa frase do saudoso político mineiro Magalhães Pinto: “Política é como nuvem, você olha está de um jeito, olha novamente e já está de outra forma”. Cafifa! Mas acabou prevalecendo para mim à conduta ética e moral daquele que conhecia de longa data. E confiei na palavra dele! Hoje, reflito nas palavras do saudoso político mineiro Tancredo Neves, que então eleito Presidente do Brasil, perguntado por um repórter se seria um bom Presidente, respondeu mais ou menos assim: “Quero ser, mas nunca se sabe o que pode acontecer quando o poder sobe à cabeça de um homem”. Saiba + acessando o Blog: cfgomes.blogspot.comAté e fiquem com JESUS.