As pessoas mais experientes já diziam: "Não carregue todos os ovos num cesto somente"... Na verdade, essa máxima se aplica como exemplo em muitas outras situações, claro. Exemplo: "Não é sábio aplicar todas as economias num único negócio, pois vai que o mesmo não dê certo, o aplicador fica na maior pindaíba". Hoje, quero usar essa estratégia, para falar sobre o perigo de acreditar num elemento do tipo dominador, com pinta de sabichão, que "nunca erra"... Não podemos em hípotese nenhuma, deixar de lado uma boa regra, que sempre surtiu bons resultados: "Sempre é bom ouvir uma terceira opinião". Ou ainda mais: "Muitas cabeças pensam melhor que uma". Mas a resposta mais sensata está mesmo é na chamada "divisão de responsabilidade". Se uma decisão for tomada por um grupo unido, queiram ou não, todos acabam comprometidos com a ação em questão. Existem registros de muitos casos, em que uma porção de indivíduos se sentindo complexados, sem confiança na própria eficiência, acabaram depositando todas as suas esperanças numa única inteligência, cientes que a mesma seria a solução dos seus problemas. Pode dar certo, como já deu. Mas é coerente que um interesse coletivo não fique na dependência de um domínio singular. Imaginem na falta desse "comando", o tamanho da confusão! Aí é que se deve "saber receber e saber se doar". Resumindo, quem muito sabe, precisa compartilhar seus conhecimentos com os que sabem menos. Imagine-se em um vasto deserto, com algumas pessoas, num veículo que "só você" sabe dirigir; Se por algum motivo ficar impossibilitado de assumir a direção da máquina, todos podem sofrer transtornos inimagináveis... Mas seria diferente, se mais alguém também estivesse apto a funcionar a tal coisa. A dispersão enfraquece, e a UNIÃO fortalece! Todos são importantes, sendo pois, que por mais perfeita que seja, qualquer "máquina" precisa de todas as suas peças, para seu desempenho satisfatório, "desde as mais sofisticadas, às mais simples"... Né?! *Célio Gomes