SAUDADES DA MINHA ÁRVORE PREFERIDA. QUE SAUDADES!

ILUSTRATIVA
Hoje, não sei por que, me bateu uma saudade do enorme pé-de-manga que tinha no quintal da minha casa, quando morava ali na Rua Athur Botelho, 239, Bairro São Vicente, pertinho da Igreja Matriz Nossa Senhora do Patrocínio. Isso foi há tanto tempo, e eu ainda me recordo de cada galho daquela linda árvore; Uns eram de fácil acesso, outros exigiam mais de nós para chegar até as deliciosas mangas espadas. Eram caminhos que conhecíamos de cor, inclusive onde se escondiam os belos pássaros, com seus ninhos, os quais preservávamos com muito zelo. É como que, mesmo tendo sido derrubada a tanto tempo, aquela Mangueira estivesse viva, tivesse alma! E essa alma vivesse despertando as lembranças da minha tão sofrida, e ao mesmo tempo, tão doce e encantada INFÂNCIA! Por isso não gosto que cortem Árvores; Sei que elas têm almas, sim senhor. Eu sinto...
*Célio Gomes