REGISTRANDO TRECHO DE CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA:

Recebi uma correspondência longa e interessantíssima, de um ex político e atual grande Empresário, e a seu pedido preservarei o seu nome, mas não resisto de publicar só um trechinho:

Prezado Célio,
Você trabalhou para o meu saudoso pai, e para muitos dos meus familiares, quando era pintor de paredes. Lembro que meu velho sempre o chamava para fazer as reformas dos nossos imóveis, e dizia sempre o quanto confiava em você e admirava sua honestidade. Era considerado de casa! Naquele tempo, estudava fora, mas já lia sua Coluna no JP, sem nem de longe imaginar que o Célio do Jornal fosse o nosso operário da construção civil predileto. Ao tomar conhecimento disso, você até já havia deixado a lida com as escadas, tintas e lixas. Fiquei supreso! Passei a me interessar ainda mais pelo seu trabalho jornalistico. Talvez por minha formação acadêmica ter muito a ver. Ultimamente, tenho acompanhado também o seu Blogue. Mas tenho que ser franco e dizer que vejo um quadro diferente do que até então presenciei sobre sua pessoa. Sentimento de vingança. Isso mesmo. Estou achando você muito revoltado. Isso me preocupa, sendo um grande formador de opinião, pode fazer estrago tamanho, que atrapalhe você também. Embora aquele que tiver subestimado a sua inteligência, quando acordar vai estar numa situação de pura piedade. Mas isso não é bom para ninguém. O problema é que você tem um arquivo muito amplo, e a maioria desses políticos se esquecem do muito que devem ao seu trabalho incansável, de lisura evidente, o que eles são hoje! Por isso peço-lhe que se puder, divulgue mais frequentemente aquela parte a qual chama chama de, abrindo o arquivo. Essa é simplesmente fenomenal! Tem mesmo que despertar a memória dessas pessoas que tanto ajudou, divulgando-as nos tempos das vacas magras. Agora que poderiam pelo menos respeitar sua história, pelo visto tem te deixado fulo de raiva. Não é justo. Eu sou testemunha.  

BLOG EM CIMA DA LINHA
Querido amigo, concordo em parte com sua opinião, exceto quando diz que acha que estou revoltado. Troca essa daí por "indignado". Mas se quiser pode usar ainda: "Estou farto e enojado"! Mas revolta dá a impressão de certo sentimento mais forte, como de ódio, por exemplo. Decididamente, isso não se encaixa no meu perfil, porque tenho muita Fé em Jesus e sei que Ele nunca me abandonará! Como também certamente nunca me perdoaria se viesse a odiar a quem quer que fosse. Esse é um mal que espero, "eles" e nem ninguém, nunca consiga me fazer, "ensinando-me a odiar"...  
*Célio Gomes/Editor