Depois de várias reverências aos olhos verdes, um poeta se apaixonou
pelos olhos castanhos, foi enfeitiçado pelos olhos negros e se viu hipnotizado
pelos olhos azuis... Então despertou o tolo. E de todo um arco-íris de paixões
se revelou a luz radiante, em fusão com o sentimento, alma e coração... Nascia
“a cor do amor”, que na verdade não se definia em cor alguma; Mas sim se
apresentava do mais íntimo que se podia imaginar do "viver", doar e
receber! “De cada olhar uma magia, uma dádiva do bem querer, que
extasia sem cegar, seduz sem constranger, sem cobrar ou fazer sofrer”! As
misturas dos versos se resumiram em páginas de astutos ditados e lindas
poesias; Cada qual com seus encantos, “ardis e perfis dissimulados”... Ah, o
amor não quer saber de nada disso! E nem quer cumplicidade com coisas
complexas, porque é só um meio simples de que a dois se molde o universo de um
desejo além do explicável;
Ah! Os olhos são “janelinhas”, tela
mais nítida dos sonhos mais ousados, que fascina e traduz a matiz da
felicidade! *Célio Gomes
BLOG EM CIMA DA LINHA: cfgomes.blogspot.com
CÉLIO GOMES/EDITOR DO GOOGLE,
EDITOR E REDATOR DO BLOG EM CIMA DA LINHA
