Tenho três filhos. Sendo dois homens e uma mulher. Mas
sempre que vejo algum caso de violência doméstica "ou social mesmo"
envolvendo criança, adolescente, sinto uma dor tão forte como se aquele
"pequetito" (ou pequetita) fosse um (a) filho (a) pra mim. Daí lembro
que minha saudosa Mãe teve nove filhos; E que praticamente criou outros dois, o
Alceu (que era primo nosso) e o Altair, apenas um desconhecido...
O Alceu era mais forte, aliás,
"muito forte"! Já o Altair era bastante frágil, mas me recordo bem
que meus irmãos mais velhos o defendiam em qualquer situação, especialmente se
o mesmo era ameaçado por algum valentão... Éramos muito pobres, mas Mamãe vivia
atenta para que nenhum dos dois passasse alguma falta; No almoço ou na janta,
se os alimentos eram de pequenas proporções, ela ia logo avisando os demais:
"O Altair e o Alceu ainda não comeram, deixem pra eles, prestaram
atenção"?!
Era tudo "rigorosamente
dividido". Depois dos dezoito anos, os dois rapazes foram para outra
cidade. O Alceu trabalhou muitos anos num Batalhão do Exército como Mecânico de
Máquinas pesadas, mas vez ou outra aparecia lá em casa; O Altair foi fazer o
Exército e voltou poucas vezes. Nenhum dos dois estiveram presentes no enterro
da nossa Mãe... Talvez não tenham tomado conhecimento. Aliás, depois que ela se
foi, nunca mais vimos o Alceu, apenas soubemos que morava numa Cidade do Estado
de Goiás. O Altair veio visitar alguns dos nossos irmãos, mas faz tempo que não
aparece...
O que se nos restou de lição nesta
história é que nossa Mãe, uma mulher simples, sem estudos, mas valente, dona de
um coração bondoso e de uma sabedoria de causar inveja a doutores; Além de criar sozinha seus 09 filhos, (sendo que nosso pai faleceu muito jovem) ainda acolheu duas
pessoas que até hoje consideramos serem da Família! Dois irmãozinhos muito
queridos por todos nós. Assim foram "rigorosamente tratados"; Hoje
vejo tantas coisas ruins acontecerem com diversos jovens, muitas vezes vítimas
da própria violência e de discriminação advindos de parentes e ou por uma
"adversidade do destino", de pessoas "bem próximas"! Isto
me entristece sobremaneira.
É preciso ter mais amor, saber dividir, saber conviver, saber amar o Próximo sem restrições! “Mormente os que não têm conosco um parentesco biológico". Porque todos somos marinheiros do mesmo barco e filhos de Deus. Assim, somos irmãos de alguma forma; "Só a ignorância ou a soberba podem ignorar isto". *Célio Gomes
CÉLIO GOMES,
EDITOR E REDATOR DOS BLOGS:
EM CIMA DA LINHA, "O BLOG DO BEM": CFGOMES.BLOGSPOT.COM
CÉLIO GOMES - ESCRITOR E POETA: CELIOGOMESPTCBLOGSPOT.COM
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