ENDOCRINOLOGISTA DA SANTA CASA FALA SOBRE DISLIPIDEMIA NO DIA NACIONAL DO COMBATE AO COLESTEROL

Dia 08 de agosto é um dia de alerta nacional, dia de combate ao colesterol.  De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 40% da população brasileira tem colesterol alto.

Dra. Karina Alvarenga Ribeiro, médica endocrinologista do Corpo Clínico da Santa Casa de Patrocínio cita dez fatos que todos precisamos saber sobre as dislipidemias (presença de níveis elevados de lipídios (gorduras) no sangue), fique atento!

1 – Dislipidemia é ter os níveis de colesterol e triglicérides elevados no sangue. Esses lípides são importantes para o organismo, entretanto quando em excesso colocam as pessoas em alto risco de infarto e derrame.

2 – Os fatores de risco para doenças cardiovasculares são: alimentação rica em gorduras e açúcares livres, obesidade, estresse, tabagismo e história familiar. Estimativas mostram que 20% das pessoas já tem placas de colesterol nas artérias aos 20 anos de idade.

3 – Importante lembrar que infarto e derrame são as maiores causas de mortalidade nos dias atuais.

4 – O diagnóstico consistem em dosar o colesterol total, frações e triglicérides. E deve ser realizado pelo menos uma vez ao ano nos adultos e precocemente em pacientes com história familiar de doença cardiovascular.

5 – Níveis de HDL maiores que 60mg/dl protegem o paciente contra doenças cardiovasculares. Já os níveis de triglicérides acima de 150mg/dl elevam esse risco além de ser fator de risco para desenvolvimento de diabetes e pancreatite. Os valores ideais de LDL variam segundo o risco cardiovascular. Em pacientes de alto risco necessitam estar abaixo de 70mg/dl.

6 – A redução do LDL para níveis desejados é o que se tem demonstrado maior eficácia na prevenção de infarto e derrames cerebrais. Principalmente pelo uso das estatinas. Essa prática tem colaborado para diminuição da mortalidade na população em geral. Os efeitos colaterais devem ser relatados ao médico e monitorados frequentemente.

7 – As dislipidemias podem ser de causa primária, ou seja, genética. Ou ainda, serem secundárias a doenças como diabetes descompensado, hipotireoidismo, obesidade, alcoolismo, doenças renais e até mesmo pelo uso de medicamentos como corticoides, diuréticos e betabloqueadores. Também podem decorrer do uso de anabolizantes.

8 – O tratamento das dislipidemias no paciente diabético deve ser mais agressivo a fim de reduzir de forma importante a prevalência de infarto e acidente vascular cerebral.

9 – Uma dieta hipocalórica e pobre em gorduras saturadas e colesterol é fundamental para o tratamento das dislipidemias. Atividade física realizada no mínimo 30 minutos pelo menos 4x na semana pode auxiliar a perda de peso e a redução do colesterol e triglicerídeos. Mesmo assim, ainda pode ser necessário o uso de medicamentos.

10 – Negligenciar o tratamento correto pode colocar a vida do paciente em risco. Bom lembrar que esse tratamento deve ser instituído por tempo indeterminado e sem interrupções.
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*FONTE: MAISUMONLINE (VIA FACEBOOK)

                                                   CÉLIO GOMES
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