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| IMAGEM ILUSTRATIVA |
A PRINCESINHA
E A MÃO DO TEMPO.
Menina pobre, mal vestida, mas do bairro com certeza, a mais linda! Passava sempre depressa, sem jeito, tímida e encolhida. Tão cheia de sonhos e despreparada pra vida. Para nós, seus vizinhos, (e então meninos) tanta formosura nos deixava inquietos. Era como um livro aberto, de lindas poesias, nos ofuscando a vista! “Éramos facilmente envolvidos pelos seus dotes infalíveis”...
Mas, enquanto na força e na “quase” inocência da juventude, admirávamos sua beleza; sendo que esta, pois, lhe preparava as mais perigosas armadilhas... A pureza da “mocinha” ficou vulnerável aos "descaminhos da vida"! A forte maquiagem passou a agredir o seu belo e meigo rosto, o tecido fino e apertado, dava ao seu corpo uma sensualidade caprichosamente vulgar... Ela já não se enrubescia facilmente, e ainda na flor da idade, já era mulher formada, vivendo romances perigosos e imprevisíveis!
Mas como não se pode "seduzir o tempo", este foi implacável... A Princesinha, que a ninguém mais encantava, se perdeu na mais profunda tristeza e passou a se "alimentar do passado", que já não era mais que "uma derrota consumada". Dizem que "o seu doce e sonhador olhar" foi o único fascínio "poupado", até que o sono profundo aquietasse "suas deixas"...
E “a esteira do tempo” tratou de virar as páginas de mais uma história do mágico “carrossel da vida”; Destas histórias que arrepiam e poderiam inspirar um fabuloso Best-Sellers! Mas ficou "restrita ao rascunho", das lembranças de certo menino... *Célio Gomes
