Com Célio Gomes
Dizem que num certo tempo, em algum lugar, uma linda história de
amor chegava ao fim...
E que, pois, muito triste, um jovem perguntou a sua amada se pelo menos
poderia lhe escrever. Ela sorriu e disse "sim...". Mas por mais
estranho que possa parecer, o moço nunca lhe escreveu uma linha que
fosse...
O tempo passou e um dia os dois voltaram a se ver; Ela questionou ao
jovem por que não lhe escreveu, ele não explicou e apenas perguntou se poderia
lhe sorrir quando a encontrasse de novo e se lhe dar à distância,
"via Redes Sociais, Telefone coisa e tal um bom dia, boa tarde, uma boa
noite"... Mais uma vez "o carrossel do tempo girou" e
nada!
Sempre tecendo suas teias inusitadas, o destino tratou de colocá-los
frente a frente outra vez... E ela então questionou ao seu amor do passado por
que ele novamente não cumpriu o prometido. E ele "para variar, deu a volta
no assunto" e perguntou se poderia "esquecê-la!" A moça sorriu e
disse a ele "que isto dele dependia e não dela...".
O jovem esboçou um leve sorriso e afirmou "estar perdido"; No
primeiro instante ela se fez de desentendida, mas logo se postou altiva e
caprichou na despedida: "Ora, insista mais que descobre uma
saída!" Ele apanhou uma flor, apreciou sua exuberante beleza,
sentiu seu inigualável perfume e a ofereceu a então não mais jovem moça, (que
em troca lhe passou um bilhetinho) e concluiu: "Impossível, pois
mas para te esquecer teria que dar outro texto à minha vida"...
Distante dali o não mais então "jovem," resolveu ler o
bilhete, no qual estava escrito: "Como é que pensa que tenho feito
todo o tempo do meu viver?!" Os dois nunca mais se viram...
![]() |
| IMAGEM ILUSTRATIVA |
"Se o amor não se explica", pelo menos pode e deve ser
vivido; Seja em poesia, nos devaneios da utopia ou pela ousadia
da vida... Um abraço de Célio Gomes.
