SOBRE O MENESTREL RANGELIANO, COM MILTON MAGALHÃES:

   Milton Magalhães está com Eustáquio Amaral.

HISTÓRICO: APLAUSOS - E POR FAVOR - DE PÉ!
Não se dá nada para uma cidade que não reconhece seus vultos históricos, suas lendas cívicas e suas riquezas humanas...
A “Primeira Coluna”, hospedada no Portal Rede Hoje, sob a condução firme e elegante de Luiz Antônio Costa, não é apenas um espaço virtual de opinião: É um patrimônio moral de Patrocínio. Assinada por Eustáquio Amaral - nosso Menestrel Rangeliano - ela alcançará, na próxima quarta-feira, a marca quase inacreditável de 58 anos de circulação ininterrupta.
Cinco décadas e oito anos.
Quem mais, em nosso tempo de volatilidades, persevera por quase meio século em uma atividade que não envolve contrapartida financeira, dividendos políticos ou qualquer espécie de lucro pessoal? Quem sustenta, por tão longo itinerário, uma tribuna movida exclusivamente por convicção genuína, zelo histórico e amor legítimo?
Quem mais?
Porque é disso que se trata: Amor à terra que o viu nascer, dar o primeiro respiro e ensaiar os primeiros passos. Amor que não é retórico.
Amor que se traduz em pesquisa acurada, em memória preservada, em reivindicação fundamentada, em vigilância cívica.
Conheci Eustáquio nas páginas do Jornal de Patrocínio. Ali, com argumentos robustos e com serena incandescência, ( como convém aos que sabem o que dizem ) defendia que a autoria da música “Saudade de Matão” pertencia ao patrocinense Maestro José Carlos da Piedade, e não ao rótulo de folclore paulista, tampouco as compositores Raul Torres ou Jorge Galatti, como apregoavam periódicos dos grandes centros.
"Ladrões há em toda parte, gênios são poucos."
Saudade de Matão é patrocinense. Ponto.
Fui fisgado. Ali eu compreendi: Temos um defensor maiúsculo das nossas causas. Temos alguém que não hesita em brandir (com elegância e fundamento) a espada da verdade em favor da nossa terra e da nossa gente. Não por radicalismo estreito, mas por justiça histórica.
Hoje, passados 58 anos, suas colunas permanecem atemporais. Circulam no Patrocínio Hoje, no Patrocínio Online, e encontram-se em vias de retornar ao berço original (o Jornal de Patrocínio, onde tudo começou em 1978.)
E mantêm, intactos, o mesmo timbre elevado, o mesmo rigor acadêmico, o mesmo teor informativo e reivindicatório, a mesma utilidade pública regional. O sarrafo da qualidade acadêmica é lá em cima.
Não se trata apenas de opinião. Trata-se de serviço.
Vide a Coluna anterior. Confira o alerta lúcido e oportuno para que a BR-365 não se converta em palanque em ano de disputa eleitoral.
Vida longa à essa vigilância serena, mas firme, que não se dobra ao circunstancialidade: Sua visão de Patrocínio e escopal. Sempre foi. Sempre será.
Fico a indagar, com legítima inquietação cívica, se a Deputada Federal Greyce Elias; a Deputada Estadual Maria Clara; o Prefeito Gustavo Brasileiro; o Presidente da Câmara Níkolas Elias; o Diretor do Legislativo, Rodrigo Oliveira, ou mesmo cada vereador dessa legislatura conhecem, em profundidade, o trabalho de Eustáquio Amaral.
A propósito, sugeri, recentemente, que, logo após a tradicional leitura bíblica na Câmara Municipal, uma de suas colunas fosse lida da Tribuna de Honra da Casa do Povo. Imaginem o efeito civilizador. As mentes se elevariam naquela ambiência. O debate político ganharia densidade histórica, civilidade argumentativa, consciência regional. Sao aulas magnas. O bairrismo deixaria de ser palavra menor para se tornar virtude cívica ( aquele amor esclarecido à própria terra, que não exclui o mundo, mas começa pelo quintal)
Porque o homem público, para honrar o cargo que ocupa, precisa de lastro cultural. Precisa de memória. Precisa saber de onde veio para não negociar, por descuido, aquilo que é inegociável.
Cinquenta e oito anos.
O caminho foi longo, mas está longe do fim. Eustáquio Amaral não é apenas um cronista: É guardião da memória patrocinense, intérprete das nossas dores e das nossas conquistas, vigia atento da nossa identidade.
Que Deus o recompense com saúde robusta, lucidez perene e serenidade de espírito. Ele já fez muito por nossa Santa Terrinha ( e continuará fazendo.)
Sua trajetória não é apenas uma sequência de textos. É um verdadeiro Hino de Amor a Patrocínio.


- Matéria extraída do perfil de Milton Magalhães no Facebook

Célio Gomes/Administrador do Complexo Online Em Cima da Linha, Redação direto da Linda Cidade de Patrocínio/MG, "Capital Mundial do Café" - Brasil
SITE OFICIAL: www.emcimadalinha.com.br