QUE VIDÃO! "SERENATAS, ROSAS NA JANELA...".


                                Com Célio Gomes.

Certa vez, ao ver alguém falando sobre o amor, pensei comigo mesmo: Ora, já não têm românticos como antigamente? "Ficar... Sabe aquela fulana? Eu... Vou atender esta chamada, é de um galho aí, sabe"? (...)

A gente era mais sensato, reservado, discrição era uma questão de honra mesmo! E nada havia de melhor para provar nosso amor, do que uma bela serenata para a namorada, "com a charmosa vitrola portátil"... E com direito à deixar lindas flores na janela da querida! Também não havia violência pela Cidade, sendo que tais serenatas eram feitas em plena madrugada, sem quaisquer transtornos...

Outro bom programa era levar a namorada ao Cinema! "Tínhamos dois, o Cine Patrocínio, na Praça Santa Luzia, (mais luxuoso e mais caro) e o Cine Rosário, ma Praça Honorato Borges, bem mais simples e mais barato". 


Era bem na moda namorar nos bancos das Praças, "bom lembrar" que eram outros tempos, e ninguém te incomodava; Assim também como era o lugar preferido para os Pais passearem com seus Filhos! Ninguém ia lá por quaisquer outros "motivos". Se é que me entendem... 


Não podemos esquecer do então frequentado e tradicional "vai e vêm"... Que acontecia aos arredores da Igreja Santa Luzia, na Praça do mesmo nome... Ali é que se arranjava namoradas! Todos iam ali para tal finalidade. "Certo que ali surgia o clima, mas depois tinha que pedir permissão aos Pais". Ah tinha... Certamente, um bom bocado de casais de namorados se conheceram ali no tal vai e vêm, casaram-se... 

Ah! E tinha o charme especial da Missa, onde também olhares se encontravam, entre um ajoelhar e outro, uma oração e outra, um discreto "psiu"... Como se diz, naquele local sagrado, o amor já nascia "abençoado"! Eta. Lembrando disso tudo, depois de quase 50 anos de casado e seis lindo Netos...

Ah! O título; "Como um peixe fora d'água"! Dos amores e do romantismo do meu tempo é exatamente assim que me sinto. Entendendo "quase nada" da maioria dos relacionamentos amorosos da atualidade; quase me fazem ter vergonha de dizer que ainda dou flores para minha esposa...

Poucos casamentos chegam a alguns anos de duração, raramente tantos não ultrapassam marcas de algumas dezenas de anos... Minha opinião?! Não posso "generalizar", (sendo que ainda tem relação bonita e duradoura por aí) e sequer "opinar', se nem sei entender direito tais mudanças, pois!  "Mais por fora que arco de balaio". E vida que segue.

Célio Gomes/Complexo Online Em Cima da Linha - "Artes Literárias" - Conexão Internacional - de Patrocínio/MG, "Capital Mundial do Café" - Brasil