Ela escreveu uma das canções mais poderosas sobre amor-próprio… enquanto o câncer a consumia.
E, mesmo assim, quase ninguém conhece seu nome.
Filadélfia, 1949.
Linda Creed cresceu no norte da cidade, filha de uma faxineira e de um trabalhador da construção.
Mas havia algo que ninguém podia tirar dela:
As palavras.
Ela enchia cadernos com poemas.
Transformava dor em ritmo.
Esperança em melodia.
Aos 16 anos, começou a frequentar estúdios de gravação.
Ficava do lado de fora.
Esperava.
Pedia apenas para observar.
Queria aprender.
Queria estar perto da música.
A cidade pulsava.
O soul ganhava forma.
E alguém percebeu aquela jovem que sabia escrever.
Aos 19, se uniu a Thom Bell.
Ele criava as melodias.
Ela dava vida às palavras.
Em 1971, veio o primeiro sucesso:
Stop, Look, Listen (To Your Heart).
Depois vieram outros:
Betcha by Golly, Wow.
You Make Me Feel Brand New.
People Make the World Go Round.
Ela tinha pouco mais de 20 anos.
Escrevia sucessos atrás de sucessos.
Fazia outros brilharem.
Mas seu nome…
ficava escondido.
Em 1976, tudo mudou.
Cansaço extremo.
Hematomas.
Dores constantes.
Diagnóstico:
câncer de mama.
Agressivo.
Avançado.
Ela tinha 27 anos.
Vieram os tratamentos.
Quimioterapia.
Radiação.
Cirurgias.
Perdeu o cabelo.
Perdeu peso.
Perdeu partes de si.
Mas não perdeu as palavras.
Continuou escrevendo.
No hospital.
Entre sessões.
Mesmo quando a morte parecia próxima.
Em 1977, escreveu algo diferente.
Mais profundo.
Mais verdadeiro.
The Greatest Love of All.
Oficialmente, uma canção para um filme sobre Muhammad Ali.
Mas, na essência…
era sobre lutar.
“Aprender a amar a si mesmo é o maior amor de todos.”
Ela escreveu isso enquanto seu corpo falhava.
Enquanto entendia que, às vezes…
amar a si mesmo também é aceitar o que não pode ser vencido.
George Benson gravou primeiro.
Foi sucesso.
Depois, a música ganhou o mundo na voz de Whitney Houston.
Explodiu.
Virou hino.
Uma das canções mais cantadas da história.
Milhões de pessoas cantaram aquelas palavras.
Sem saber de quem eram.
O câncer entrou em remissão em 1978.
Ela teve dois anos de esperança.
Depois voltou.
Mais forte.
Espalhado.
Sem volta.
Mesmo assim…
ela continuou escrevendo.
Até o fim.
Linda Creed morreu em 10 de abril de 1986.
Tinha 37 anos.
Seu funeral foi simples.
Sua despedida, discreta.
E então…
suas palavras se tornaram eternas.
A versão de Whitney Houston levou sua mensagem ao mundo.
Premiações.
Estádios.
Momentos históricos.
Milhões ouviram:
“Aprender a amar a si mesmo…”
Sem saber quem ensinou isso.
Ela entrou para o Songwriters Hall of Fame em 2003.
Tarde.
Silenciosamente.
Hoje, suas músicas somam bilhões de reproduções.
Estão em casamentos.
Formaturas.
Despedidas.
Momentos em que alguém precisa de algo que faça sentido.
E, ainda assim…
quase ninguém diz seu nome.
Mas a verdade é simples:
As palavras de Linda Creed continuam vivas.
Curando.
Apoiando.
Lembrando pessoas de que elas merecem amor.
Mesmo depois de sua morte.
Então, da próxima vez que ouvir
The Greatest Love of All…
lembre-se.
Ela escreveu sobre amor-próprio enquanto estava morrendo.
E, sem saber…
se tornou imortal.
Diga o nome dela:
Linda Creed.
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Administrador, Célio Gomes,
de Coromandel/MG, Terra dos Artistas e dos Diamantes -
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Site Oficial: www.emcimadalinha.com.br
