MAS UMA MULHER QUE FOI LÁ E FEZ BONITO.
Ainda sobre o rádio patrocinense, que está sempre se reinventando e em alta performance. Todas as emissoras, contemplam o ouvinte com o seu melhor.
E sobejamente sabido que ao longo de quase seis décadas, a lenda, JOSÉ MARIA CAMPOS construiu mais do que uma trajetória na Rádio Difusora: Edificou confiança. No seu “COMENTÁRIO DO DIA ”, não há apenas notícia; há sempre a quintessencia dos fatos. Ele sempre teve o raro dom de separar o ruído do que realmente importa, traduzindo o mundo em palavras simples, sem jamais simplificar demais. Era - e continua sendo - um exercício diário de credibilidade. Campos é um profissional/símbolo da Difusora.
Substituí-lo na emissora, ainda que por alguns dias, sempre foi mais que uma tarefa: Foi sempre um teste de sensibilidade, responsabilidade e coragem. Porque não se ocupa apenas um espaço no ar - ocupa-se um lugar conquistado no coração do ouvinte.
E foi nesse cenário que POLLIANA DIAS, foi convocada a substituir Zé Maria Campos (A primeira mulher a comentar os fatos mais alvissareiros e relevantes da cidade).
Entrou, não como quem pisa em terreno alheio, mas como quem compreende o valor do chão que pisa.
Com talento já provado, voz firme e pensamento alinhado, ela não tentou imitar - fez o que só os bons profissionais sabem fazer: Foi ela mesma. E isso bastou. Ou melhor, sobrou.
Ela, que já apresenta o premiado Pod Cast TERRA DO CAFÉ, na Difusora, aceitou o desafio.
Sua passagem pelo programa carregou respeito à história, mas também trouxe frescor. Comentários pertinentes, leitura apurada dos fatos, comunicação limpa e segura. Quem ouviu, percebeu: Nao havia ali uma substituição, mas uma parceria digna.
Era a cidade também sob olhar de uma mulher.
É reconfortante saber que José Maria Campos está de volta - certas presenças nos dão a sensação de que o mundo e a vida continua no eixo. Zé Maria nasceu para fazer com maestria o que faz.
Mas também é necessário registrar, com justiça e alegria, que a Difusora acertou em abrir espaço para opinião de uma mulher e Polliana foi lá e respondeu com grandeza.
No encontro dessas duas vozes - uma consagrada pelo tempo, outra afirmada pelo mérito - quem ganha é o ouvinte. Porque no fim, é disso que se trata: De boa comunicação, feita com verdade, respeito e alma.

