Fonte: Fatos Relatos Comunidade - Jornal de Patrocínio
Câmara rejeita convocação e amplia dúvidas sobre unidade da ARCA em Patrocínio
A Câmara Municipal de Patrocínio decidiu não convocar a secretária responsável pela ARCA Desenvolvimento Social para prestar esclarecimentos. A votação, realizada na última segunda-feira (13), encerrou — ao menos por agora — a possibilidade de respostas oficiais sobre denúncias consideradas graves.
O caso envolve a unidade ARCA II, instalada no bairro Marciano Brandão. Desde a revitalização do espaço, moradores relatam estranhamento com a estrutura adotada: muros elevados, portões fechados, cerca concertina e controle de acesso com segurança. Elementos que, na prática, limitam a visibilidade externa e levantam questionamentos sobre o funcionamento interno do local.
A ARCA (Acolhimento Referenciado à Criança e Adolescente) é um serviço público voltado ao atendimento de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, operando em regime integral. Justamente por isso, a expectativa social em torno do programa é de transparência absoluta.
Durante a sessão, foi apresentada denúncia que, pela natureza, exigiria apuração detalhada. O tema ganha ainda mais relevância diante da recente Lei 15.353/2026, que reforça a presunção de vulnerabilidade em casos envolvendo menores de 14 anos, eliminando qualquer margem para relativização.
Mesmo assim, a maioria dos vereadores optou por não avançar na convocação da responsável pela pasta.
A decisão não encerra o debate — pelo contrário, amplia.
Porque, diante de um cenário que envolve estrutura fechada, denúncias graves e atendimento a públicos vulneráveis, a recusa em prestar esclarecimentos públicos não reduz a pressão. Aumenta.
E, neste caso, o silêncio institucional passa a ocupar o espaço onde deveria haver resposta.
