Sem neurologista na rede pública, quem paga a conta é o paciente.
No Bairro Marciano Brandão, Luciano Silva espera há quase dois meses por uma consulta. O atendimento já estava atrasado e foi remarcado outra vez porque o único neurologista da rede pública estaria afastado por problemas de saúde.
O problema é grave: quando a cidade depende praticamente de um único especialista, basta uma ausência para o atendimento travar.
Enquanto isso, pacientes que dependem de medicamentos controlados seguem mais de 60 dias sem revisão médica. E o resultado já começou a aparecer da pior forma: agravamento de quadro, entradas no pronto atendimento e casos de convulsão.
Não é atraso de agenda. É a falta de estrutura empurrando pacientes para a urgência.
