ESTÓRIAS MALUCAS – “Que tapa no”...
Uma voz imponente se ouviu, para todas as raças, em todos os idiomas: Chega, silêncio!!! Não é que os homens fizeram mesmo o mais absoluto silêncio?! Sobressaltados, observavam de soslaio quaisquer movimentos á sua volta... Toda atenção era pouca, tudo era muito suspeito e assustador. Ninguém podia prever o que aconteceria ao certo. *O choro compulsivo tomou conta dos que a vida toda se agarrou às coisas materiais e de tudo foram capazes para aumentar suas posses. *Os “atropelos de consciência” generalizaram as diversificadas Classes, como um selo de qualidade com validade vencida... *Uns lastimavam ter que deixar de depenar ás prováveis próximas presas fáceis. *Outros, “endividados com Deus”, tinham receio da espécie de tortura que pudessem vir a sofrer. *Muitos não se contentavam em saber que pela primeira vez em suas vidas, teriam que cumprir ordens ao invés de dita-las a revelia... *Poucos, ainda que temerosos, julgavam-se preparados para enfrentar o que estivesse por acontecer. Suspense... Uma gigantesca mão atingiu o globo terrestre em cheio, atirando-o rumo ao espaço infinito... A grande bola, (não tão grande assim, se comparada “aquela mão!”) foi perdendo impulso e ficou por ali, girando sobre si mesma numa galáxia qualquer, tornando-se uma enorme luz. Ufa... Se em meio aquela luz havia alguma espécie de vida depois do tamanho “sopapo”, isso lá era muitíssimo pouco provável. O certo é que os planetas, estrelas e etc. e tal daquelas bandas, ficaram “acesos.” É... Planeta Terra, depósito de pecados; dos arsenais das desigualdades, violências, justiças cegas e poderes de supremacia incauta... “Que tapa no pé do ouvido”!!! (?) As cortinas se fecham e FIM. Fim de mais um Filme de ficção, de FICÇÃO das BRAVAS!” Alívio (...).
*CÉLIO GOMES
