Na esteira do tempo, corria o ano de 1939. havia sido lançado o livro psicografado por Chico Xavier, “Parnaso de Além Túmulo”. O médium, entretanto, estava abatido e fraco, carregado de desânimo, porque fora dado pelos médicos como portador de enfermidade pulmonar. Sentado à soleira de sua modesta casa, cabisbaixo, pensava na vida...
O nobre espírito Emmanuel, lhe aparece e diz: “Francisco, a tristeza é o cupim da alma. Quando deixamos instalar esta pertinaz enfermidade, acontece conosco o mesmo que ocorre com o móvel que o agasalhou. Se você continuar assim, o seu “móvel físico” será jogado à sepultura. Reanime-se. Amanhã cedo, iremos correr a “Fazenda do Pai”. Esta expressão causou ao Chico enorme surpresa, já que seu pai era um simples vendedor de bilhetes de loteria, e nunca teve fazenda. Emmanuel, então, explicou-lhe que Fazenda do Pai era a natureza.
No dia seguinte, saíram a caminhar, observando todas as belezas e passando por um bosque, cruzaram um pontilhão. E quando estavam sobre a “ponte”, Emmanuel parou e perguntou: “Chico, você já serviu de ponte para alguém?...”
Com menos de oito dias, o Chico estava recuperado, sem sentir mais nada, disposto, contente, sem pensar mais naquele aflitivo diagnóstico médico.
*Fonte: Correio Fraterno do ABC.
