By *Célio Gomes
Independente da cor, raça, religião ou status social da
família, todos nós já vivemos a doce magia de ser criança... Entretanto,
ganhamos nossas diferenças, quando assumimos a direção dos nossos caminhos e nos
deixamos moldar para a vida, tecendo as páginas da nossa história...
Saímos da
magnitude de uma fase onde a inocência imperava em nossa consciência sonhadora,
para os conflitos de uma escala de valores “questionáveis”; Deixamos o restrito
de ser graça e de achar graça em tudo, para nos restringirmos à condição de
defesa e ataque, de caça e caçador! Alguns de nós abstivemos dos princípios
educacionais, outros tantos apenas os converteram em objetivos singulares e
convencionais;
Poucos se dedicaram a “garimpar” o que de verdadeiro traduz a
luz do “saber doar e receber”. Certamente que todos erram; Certamente que
muitos erram menos e outros mais... Contudo, será que aquele que acaba
digladiando com as normas éticas e morais da sociedade, pelo menos por alguns
momentos, não se dá conta de que já foi um ser extremamente dócil, incapaz de
praticar quaisquer maldades que fosse? Por que mudou? O que foi que o fez
mudar?
Se perscrutar bem no fundo do coração, não vai encontrar um pequeno espaço
que seja reservado para essa tal "bondade"?
Tomando das nossas experiências
vividas, ganhando uma “coleção” de tantos anos a mais, não deveríamos nos
tornar melhores?
Como se explica que o homem nasça tão indefeso se torne uma
criaturinha tão amável e à medida que cresce se deixe transformar no algoz do
seu próximo e até na vergonha da sua espécie? Os tais animais chamados
“irracionais”, nem foram agraciados com uma alma imortal, como no caso do
homem, mas são na sua grande maioria, por demais bondosos e carinhosos com
todos os seres...
Da sua parte, consciente de ter recebido dádiva tão preciosa,
“o animal racional” não deveria se preocupar em pecar menos nesse pouco espaço
de tempo que passa pela vida terrena? Não valeria a pena “aplicar” mais na
alma, que é eterna, do que usar de todos os recursos para “satisfazer”
caprichos e ambições da mera “carcaça humana”, que envelhece e apodrece num
“piscar de olhos”, em se comparando ao que se imortaliza?
Você, que está lendo
este artigo nesse exato momento, acha que estou exagerando? Você tem coragem de
se olhar no espelho agora, e se auto-questionar? Coragem! Apanhe uma foto sua
quando ainda “Criança”, e se ordene: “Identifique-se à sua semelhança”!
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