Quando a gente dormia sem receio
Meu passado é um livro que releio
Quando recordo as mansas madrugadas
Era um silêncio que ensurdecia
Um sono tão intenso e tão profundo
Era o sono melhor que tem no mundo
A gente era feliz e não sabia...
Lembro da velha cama e até do frio
E nas lembranças hoje me inebrio
Tudo passou e já não volta mais...
E hoje a saudade que meu peito imprime
Me mostra como tudo foi sublime
Na mansidão da noite, eu era a paz!
Soneto de Clécio Dias
