*Por Célio Gomes
É... Quantas vezes ele foi atirado naquele redemoinho, e talvez até fosse melhor ficar por ali mesmo, as voltas com um emaranhado de sonhos, longe por demais do cruel mundo real! Mas ele volta, fazendo um esforço danado para que a sua consciência não se encolha tanto assim... Sabe que não entende os propósitos de uma sociedade cheia de armadilhas, preferencialmente destinadas a apanhar tipos como ele, que só desejam viver em paz...
Mas é assim que são as coisas, e nada se pode fazer diante de tanto poder! O mal não prevalecerá, o mal não prevalecerá... Repete essas palavras como se estivesse hipnotizado, quando na verdade está muito alerta, embora preferisse estar em sono profundo... Não pode ignorar que sente muita, muita tristeza ao ouvir a palavra “Justiça”, sabendo que seu real significado não é respeitado! O que manda é o poder financeiro, que corrompe a revelia... Conhece os fatos, mas nada pode mudar. Pessoas erradas, detém cargos onde existe mais chance de enganar, estraçalhar com os ideais das pessoas idôneas, porém tão humildes. Mera coincidência?! Ou será que a chance para exercer tais comandos, requer sangue ruim, espírito destruidor, equidistante da honra e da sensibilidade... Fato.
Vem o redemoinho novamente, e ele reage, precisa continuar, não vê o momento de ser testemunha do “juízo final”, quer ver como reagem aqueles que sempre usaram uma máscara conveniente... Deseja olhar dentro dos olhos de quem um dia julgou com displicência, condenou quem não possuía os bolsos cheios de “grana” e absolveu grandes culpados, “abarrotados de dinheiro..."
Não e não, o tal redemoinho que “veleje por aí”, como se fosse um barco em meio a pior das tormentas, desde que “ele” esteja fora, pronto para ouvir a sentença do maior de todos os Juízes... “Ele” não teme esse julgamento, porque sabe que será Justo! Aqui na vida terrena, tudo fica no “vai e vem de tantos desmandos”...
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| IMAGEM ILUSTRATIVA |
