Fonte: São Padre Pio Devotos
Reportagem @ocarlosbelo
Um estudo geológico publicado em 2012 na revista científica International Geology Review voltou a viralizar nas redes sociais após reportagem do jornal britânico Daily Mail, que trouxe o tema de volta ao debate público com a manchete: “Biblical earthquake during Jesus’ crucifixion confirmed by scientists.”
O Evangelho de Mateus relata que, no instante em que Jesus expirou na cruz, “a terra tremeu e as rochas se partiram” (Mt 27,51). Os geólogos Jefferson Williams, Markus Schwab e Achim Brauer analisaram camadas de sedimento em Ein Gedi, às margens do Mar Morto, a 40 km de Jerusalém, e identificaram sinais de um evento sísmico datado entre 26 e 36 d.C.
Esse intervalo coincide com o governo de Pôncio Pilatos na Judeia e com a data mais aceita para a crucificação, por volta de 33 d.C. Outros terremotos conhecidos na região (19 d.C., 37 d.C., 47 d.C. e 48 d.C.) foram comparados e nenhum se encaixou nas marcas encontradas. Relatos do historiador Flávio Josefo sobre fome e seca na Judeia no mesmo período corroboram os achados.
Os pesquisadores apresentaram três possibilidades: o terremoto de Mateus realmente aconteceu como relatado, um terremoto próximo foi incorporado à narrativa evangélica, ou um evento sísmico sem registro histórico atingiu a região naquele período.
Portanto, a ciência, de forma independente, encontrou evidência geológica de um terremoto na Judeia exatamente quando os Evangelhos dizem que a terra tremeu.
