A VERDADE SOBRE A MALHA FERROVIÁRIA BRASILEIRA

Há uma versão da história que todo mundo repete.
A de que poderosos interesses da indústria automobilística destruíram as ferrovias do Brasil.
Essa versão é falsa.
Nunca houve esse lobby.
O que houve foi algo diferente.
E muito mais revelador.
O Estado brasileiro destruiu a própria infraestrutura.
Sem precisar de ajuda de ninguém.
No auge das ferrovias, o Brasil tinha mais de 37 mil quilômetros de trilhos.
Uma das redes mais capilarizadas do país.
Presente onde poucos outros serviços chegavam.
Mas o governo imperial tabelou os fretes ferroviários.
Com receita controlada e custos subindo, as empresas passaram a operar no vermelho.
Não por incompetência própria.
Por imposição do Estado.
Para evitar a falência, o governo passou a bancar o déficit.
O que era negócio virou dependente de subsídio.
Depois veio Getúlio Vargas.
As ferrovias que deveriam ser entregues à iniciativa privada continuaram sob controle do governo.
E foram preenchidas com nomeações políticas.
Ali nasceu o empreguismo estatal brasileiro em escala industrial.
Gestão política.
Investimentos paralisados.
Prejuízos crescendo ano a ano.
Em meados da década de 1950, o déficit das ferrovias estatais já representava parcela significativa da arrecadação federal inteira.
A solução foi criar a RFFSA em 1957.
Dezoito estradas de ferro diferentes jogadas numa única estatal.
Por decreto.
Sem planejamento operacional.
Os três últimos anos de operação da RFFSA acumularam um rombo de R$ 2,2 bilhões.
Quando as concessões privadas começaram, entre 1996 e 1998, o volume transportado praticamente dobrou nas décadas seguintes.
O que o Estado afundou em quarenta anos de má gestão, o setor privado reativou.
O carro não matou o trem no Brasil.
O Estado nomeou quem não devia.
Tabelou o que não devia.
E entregou a conta para o contribuinte.
O verdadeiro inimigo das ferrovias brasileiras sempre teve nome.
E esse nome nunca foi lobby.
Fontes: Ferrovia & Sociedade — Mises Brasil — DNIT — Ministério dos Transportes — ILOS Logística — Agrolink
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