Fonte: Amor Incondicional
“O curioso sobre o amor é que ele nunca pede autorização para entrar. Ele chega ocupando espaço onde antes havia silêncio e, quando vai embora, deixa ecos que demoram para aprender a desaparecer.
A gente insiste em procurar lógica, como se sentimento obedecesse regra gramatical. Como se fosse possível conjugar o verbo sentir no tempo certo, no modo certo, com a pessoa certa. Mas o amor é rebelde. Ele erra concordâncias, muda o sentido das frases, transforma certezas em perguntas.
Talvez por isso pareça tanto com poesia solta. Porque não segue roteiro. Não respeita pontuação. Às vezes começa no meio de uma frase e termina sem ponto final. Outras vezes vira vírgula e continua vivendo dentro da gente sem avisar.
O amor não precisa rimar para ser verdadeiro. Não precisa ser bonito o tempo todo. Às vezes ele é simples, torto, silencioso. Às vezes ele é só a vontade de ficar mais cinco minutos, de ouvir mais uma história, de não desligar a ligação primeiro.
No fundo, ninguém vive grandes poemas todos os dias. O que a gente vive são pequenos versos espalhados pela rotina. E são eles que, quando juntados, contam a história inteira...”
