Hoje, para reflexão de todos, transcrevo aqui uma Obra do grande
escritor Sirso Santiago, extraída do Correio Fraterno do ABC:
A Manobra de Pilatos.
Após o beijo da traição no Monte das Oliveiras, Jesus, foi imediatamente
preso e conduzido à casa de Caifás, o chefe dos sacerdotes, onde iria ser
julgado e condenado. Não tendo do que condená-lo e temendo uma reação do povo,
Caifás o enviou a Pilatos, o representante do Império Romano na Palestina. Por
sua vez, Pilatos, embora pressionado, sentiu que Jesus era inocente e também
não quis condená-lo. Lembrando-se que o imperador costumava indultar um preso
em ocasiões festivas e como a Páscoa se aproximava quis, numa manobra política,
libertar Jesus e perguntou ao povo: Quereis que eu liberte Jesus ou Barrabás?
Barrabás! – gritou o povo insuflado pelos sacerdotes. Pilatos, aturdido,
solicitou uma bacia com água e lavou as mãos, dizendo: Lavo minhas mãos do
sangue deste justo! Leve isto em consideração. Essa cena é histórica,
e todos conhecem seu final trágico. Mas uma questão não foi respondida nos
Evangelhos: Quem era Barrabás para ganhar a preferência do povo judeu em
detrimento de condenar a Jesus? Era um revolucionário que já tinha comandado um
levante e por isso estava preso. Solto era sempre uma esperança... Jesus, ao
contrário, era de paz. É verdade que curou cegos, paralíticos, obsedados e até
leprosos. Isso, porém, não era importante para o povo que queria se libertar do
jugo romano.
![]() |
| IMAGEM ILUSTRATIVA |
POR AÍ VAI...
E quem se curva ao jugo político, vive à boa sombra de favores que essa submissão se lhe proporciona. Mas a história vai tecendo suas páginas, provando que isso não é bom. Iludidos com um “circo” que nada mais é que uma esteira de ilusões, seguimos protelando o nosso tão sonhado desenvolvimento absoluto...
“Lavamos as nossas mãos”;
A culpa é das urnas, cuja inteligência tecnológica se restringe a uma memória de dados que não está à altura de nos aconselhar, quando de boa fé, digitamos os números dos candidatos aos quais confiamos o nosso voto.
A “eloqüência da bondade” segue convencendo a plenos pulmões, já predestinada ao não cumprimento de compromissos assumidos, "mormente" na representatividade confiada "ao jugo do poder transitório", bastante à destroçar anseios dos mais humildes. As promessas de um Governo Participativo, segue equidistante...
