Com Célio Gomes
SÓ MESMO NA "TERRA DOS DISPARATES;" QUE A ELOQÜÊNCIA DA BONDADE CEDE LUGAR A MALDADE DA FALSIDADE, E O “EMPENHO DA PALAVRA” É COMO RISCO NA ÁGUA E OU PEDRINHA DE GELO AO SOL...
Em seu interior a casa estava
limpa, com a pintura das paredes impecável; Contudo, foi só chover forte e
surgiram várias goteiras em parte da moradia. Não teve outro jeito, tão logo o
sol abriu foi preciso subir no telhado para realizar os consertos. Troca de
algumas telhas, e o homem percebeu que em determinados locais precisaria de uma
boa massa para corrigir os defeitos; Foi assim que percebeu do lado bom do
telhado uma espécie de lodo. Raspou aquilo com uma espátula, misturou um
pouquinho de água e pronto, tinha às mãos o material necessário para cobrir as
inúmeras trincas...
E POR AÍ VAI...
Quantas vezes se nos mostramos
aparentemente “limpos”, praticamente sem defeitos, mas é só lascar uma boa
olhadela para perceber que uma parte de nós não está nos seus conformes? Como
fazer?! Puxa e força, estica a parte boa para cobrir a parte ruim? Será que
seria possível? De onde vêm as “goteiras” do nosso “telhado interior”, que nos
desnuda e perturba tanto? O mais importante é saber se realmente
reconhecemos necessitar de “remendos” e se estamos dispostos a realizá-los...
“Às vezes a obra não é tão sólida quanto parece e deveria ser; assim como o inimigo pode não estar onde imaginamos que esteja”...
