*Fonte: 15min Portugal
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Fui visitar minha avó e pedi para ela costurar um botão na minha camisa. Ela olhou para mim com ternura e disse: "Querido, venha aqui, você precisa aprender a fazer tudo sozinho. O que você fará quando eu não estiver mais aqui? Vai jogar as coisas fora porque não sabe consertá-las? Lembre-se disso sempre."
Observei-a com seu dedal e sua velha caixa de madeira cheia de utensílios de costura. Ela era de uma geração que remendava meias em vez de jogá-las fora, que trocava o elástico das roupas íntimas e usava sobras de tecido para fazer novas peças. Nada era desperdiçado.
Olhei para sua aliança de casamento, que ela nunca tirou, mesmo depois que o avô faleceu; na verdade, ela também usava a aliança dele como pingente. Pensei em todas as vezes que ela "remendou" em vez de jogar fora, em todos os anos de casamento em que reparou e consertou, com seu dedal e alianças.
Sua geração valorizava coisas e pessoas. Aprendamos com nossas avós a remendar relações, recompor corações, curar feridas familiares, lutar pelo que vale a pena e bordar novamente o valor da vida.

